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Seja Bem vindo (a)

sexta-feira, 20 de julho de 2012


O Tesouro Real
Livro: Intervalos
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier
    Aprendendo, em verdade, onde se encontra o tesouro real do homem, perante Deus, ensaiemo-nos em novo regime, dentro do qual o direito à propriedade estivesse sofrendo a mais ampla renovação.
    Imaginemos que regulamentos distributivos determinassem a divisão compulsória de todos os bens acumulados nos Bancos, para que o ouro guardado felicitasse cada criatura em benefícios iguais.
    Mentalizemos decretos que transformassem toda a legislação agrária em vigor, para que o solo fosse subdividido em quotas idênticas, conferindo-se, a cada homem, a parte que lhe coubesse, segundo a estatística em andamento.
    Idealizemos portarias sobre a organização predial, repartindo todos os edifícios existentes entre os habitantes do mundo, em exata partilha, e figuremos todos os recursos potenciais das Nações eqüitativamente entregues aos filhos que lhes são próprios.
    Entretanto, se o homem, a pretexto de possuir, não mais se dispusesse ao trabalho, decerto que a fome e a violência viriam, em breve, aniquilar essa suposta igualdade, porquanto, com a propriedade imposta por lei, ninguém se inclinaria a servir, acabando a instituição de semelhantes princípios em guerra aberta e destruidora, pela qual, cada homem, se sentiria com o direito de perturbar o caminho alheio, rendendo novo culto às trevas da escravidão.
    Não tenhamos, pois, qualquer dúvida, em matéria de regimentos legais.
    Não vige a lei benigna quando o homem não se decide a ser bom.
    E sabendo, portanto, que cada criatura vale, perante a vida, pelos frutos e exemplos que venha a produzir, saibamos trabalhar simples e honestamente, porque o trabalho é sempre a única riqueza capaz de assegurar a perfeita alegria, garantindo, a si própria, o domínio da luz.


    Muita Paz
    Gilberto Adamatti

    sábado, 16 de junho de 2012


    Tesouro de Luz
    Livro: Encontro de Paz
    Por Emmanuel & Francisco Cândido Xavier
      Nem sempre disporás da finança precisa para solver problemas ou extinguir aflições. Ninguém está impedido, entretanto, de acumular o tesouro de luz da esperança no próprio coração. Ninguém que não possa engajar-se nessa empresa de investimentos divinos. Todos necessitamos de semelhante apoio para viver e todos nos achamos habilitados a ministrá-lo, a fim de que os outros vivam.
      Julgamos freqüentemente que a esperança seria providência apenas em auxílio dos últimos na retaguarda humana. No entanto, não é assim. As vítimas de frustração, tristeza, desequilíbrio ou desalento estão em todos os lugares.
      Arma-te de compreensão e bondade para esparzir esse recurso de refazimento e renovação. Para isso, comecemos por omitir pessimismo e perturbação em todas as manifestações que nos digam respeito.
      Os necessitados dessa luminosa moeda, a expressar-se por bênção de energia, se te revelam em todos os lances da experiência comum.
      Emergem dos vales de penúria, onde podes estendê-lo em forma de socorro assistencial; entretanto, surgem muito mais do próprio campo de ação em que transitas e das cúpulas da organização social em que vives.
      Doarás a todos os aflitos que te procurem semelhante amparo, a fim de que a força de realizar e de construir não se lhes esmoreça na vida.
      Falarás de coragem aos que se fixaram no medo de servir, de perdão aos que se imobilizaram no ressentimento, de confiança aos tristes, de perseverança aos fracos, de paz aos que tombaram na discórdia e de amor aos que se reconheceram atirados à solidão.
      * * * * *
      Nem sempre lograrás ajudar com possibilidades monetárias --- repitamos --- mas, raciocinando com a bênção da caridade, podes ainda hoje entrar nas funções de poderosa usina distribuidora de otimismo e de fé. Não percas o ensejo de investir felicidade com esse tesouro de luz e amor porquanto, em verdade, onde não mais exista esperança desaparece o endereço da paz.

    quinta-feira, 5 de abril de 2012




    "Desejei muito comer convosco esta páscoa, antes que padeça.
    Porque vos digo que não a comerei mais até que se cumpra no Reino de Deus."
    (Lucas, 22:15-16)


    A tradição fez com que a Páscoa mantivesse dois símbolos historicamente conhecidos: o ovo e o coelho. O primeiro, significando a vida, e o segundo, a fecundidade.

    Entre os Judeus a Páscoa, cujo significado é "passar por cima", rememora a libertação dos Judeus do jugo a que estavam submetidos no Egito, atravessando o Mar Vermelho. No hebraico - "Pesech".

    "Passar por cima" tem o significado de ter o anjo passado por cima das casas dos hebreus, poupando os seus primogênitos, o que não aconteceu com os egípcios, cujos primogênitos, desde o filho do mais humilde servo até o filho do Faraó, foram todos feridos, conforme o relato bíblico.

    Ainda, segundo a Bíblia, a morte dos primogênitos do Egito foi uma e a última das pragas que assolaram aquela nação, a qual tinha por escopo sensibilizar o coração do Faraó, a fim de pôr termo ao longo cativeiro a que estava submetido o povo israelita.

    Como a chamada ressurreição de Jesus aconteceu quando se comemorava a Páscoa dos Judeus, esse acontecimento foi consagrado pelos cristãos, passando também a ser uma Páscoa, porém de sentido diferente.

    Deste modo, ela tem duplo significado:
    -Para os Judeus, a libertação do povo hebreu do longo cativeiro no Egito.
    - Para os cristãos, a chamada ressurreição de Jesus Cristo, quando deixou o túmulo vazio, comprovando a imortalidade da alma.

    A celebração da Páscoa não era igual em toda parte. Na maior parte das Igrejas ela era celebrada aos domingos, fixando-se que seria o 14 de março (plenilúnio da Primavera ou primeiro plenilúnio depois do equinócio da Primavera), levando-se em consideração que a chamada ressurreição de Jesus aconteceu no domingo. Mas as Igrejas da Ásia celebravam-na como os judeus, sem atenderem o dia da semana, em 14 de março, ou seja, o dia da morte de Jesus, que aconteceu no dia 14 de março.

    No ano 325 a . c, decidiu-se padronizar a data certa da Páscoa, pois, enquanto em Roma as festividades eram realizadas em 25 de março, em Alexandria, por motivos astronômicos, eram realizadas em 21 de março.

    O Concílio de Nicéia, no mesmo ano, decidiu não celebrar, Páscoa, no mesmo dia em que era comemorada pelos Judeus mas, sim, no domingo imediato a 14 de Nisã (no calendário judeu Nisã corresponde ao primeiro mês e começa na primeira lua nova do equinócio que, em nosso calendário, é o período que vai: 21 de março a 18 de abril).

    Ficou, então, estipulado que a Páscoa deveria ser celebrada no domingo, entre 22 de março e 25 de abril, enquante calendário lunis-solar israelita ela é comemorada sempre no plenilúnio, ou seja, na lua cheia.

    Como os homens costumam deturpar todos os grandes acontecimentos, a celebração da Páscoa não poderia ser exceção.

    O ensinamento singelo de Jesus, quando repartiu o pão e o vinho entre os seus apóstolos, significando a sua carne e sangue, que, por outro lado, simbolizam o corpo de sua Doutrina (carne) vivificada pelo Espírito (sangue), com o objetivo de evitar que ela viesse a constituir em letra morta, foi se degenerando no decorrer dos séculos, transformando-se numa festividade de cunho nitidamente materialista, com intensa matança de animais e vasta ingestão de bebidas alcoólicas, de todos os matizes.

    Os Judeus comemoravam duas festas tradicionais: a Páscoa, rememorativa da libertação do povo hebreu do jugo dos egípcios, e Pentecostes, cinqüenta dias depois, relembrando o evento, quando as Tábuas da Lei, ou Decálogo, foram entregues a Moisés, no cimo do Monte Sinai.

    Ambas as festas passaram para o calendário cristão, com significados diferentes; a Páscoa, para rememorar a chamada ressurreição de Jesus Cristo, e o Pentecostes, para relembrar o desenvolvimento coletivo da mediunidade dos apóstolos, ocorrida cinqüenta dias, após a Páscoa dos Judeus, no cenáculo, em Jerusalém. Entretanto, algumas religiões cristãs asseveram que no Pentecostes se cumpriu a promessa de Jesus, contida em (João, 14:16-17). sobre o advento do Espírito de Verdade, do Consolador, do Paráclito.

    É óbvio que esse evento não poderia ter acontecido naquele dia, pois, se o Cristo disse que o Consolador viria, quando todos estivessem mais bem preparados, para receberem novas verdades e para o restabelecimento real de todas as verdades por Ele ensinadas, isso, de modo algum, poderia ter acontecido apenas decorrido cinqüenta dias após a sua crucificação. Essa preparação da Humanidade demoraria perto de vinte séculos, e o advento do Consolador se consumou com a revelação da Doutrina Espírita.

    Na reunião pascal, Jesus Cristo congregou os doze apóstolos (inclusive aquele que o haveria de trair) dizendo ser essa comemoração a de sua última Páscoa; acrescentou, ainda, ser sua aspiração que essa Páscoa se cumprisse, um dia, no Reino de Deus.

    Obviamente, esse novo congraçamento não seria mais de apenas doze homens, mas sim de todos os homens de boa vontade, quando estes estivessem aptos para a formação "de um só rebanho, sob a égide de um só pastor".

    Quando chegar esse tempo, todos os que assimilaram e viveram os ensinamentos exarados nos Evangelhos estarão com as primícias do Reino de Deus implantadas em seus corações; então, o Cristo terá realizado a grande Páscoa, reunindo a todos no grandioso banquete espiritual.

    Os judeus alimentavam verdadeiro respeito pelas festividades da Páscoa. Uma demonstração disso é a narrativa evangélica de que, tendo Jesus e os dois ladrões sido crucificados pouco antes da Páscoa, eles foram pedir a Pilatos que permitisse que as pernas dos três crucificados fossem quebradas a fim de apressar a morte e serem retirados da cruz antes da Páscoa.

    Diante da permissão do pró-cônsul romano, os soldados foram ao Calvário para cumprir aquela ordem, porém, apenas quebraram as pernas dos dois ladrões, uma vez que Jesus já estava morto. Isso para que se cumprissem as escrituras de que nenhum só de seus ossos seria quebrado (João, 19:30), dando assim a entender que sua doutrina jamais poderia sofrer mutilações, o que infelizmente aconteceu no decurso dos século quando ela foi mutilada e adulterada pelos homens.

    Existe um outro pormenor sobre a Páscoa, esse foi criado pelos homens: como entre os pagãos o ovo era símbolo de Vida o coelho o símbolo da Fecundidade, os cristãos tomaram o ovo como símbolo para comemoração da Páscoa, comendo ovos de pata. Entretanto, como a Igreja proibiu a ingestão de carnes e derivados durante a Quaresma, os anglo-saxões resolveram fazer ovos de chocolate, o que, mais tarde, também abrangeu os coelhos. Esse costume foi implantado no Brasil pelos alemães nos primeiros anos do presente século, surgindo então os ovos e os coelhinhos de chocolate, para a comemoração da Páscoa.
    muita paz a todos !!!

    Paulo A. Godoy

    domingo, 12 de fevereiro de 2012


    A nossa vida


    A vida de cada um de nós é feita de pequenos momentos, incessantes  que vão
    se juntando e formando o quadro da nossa encarnação. É como se fosse a nossa
    obra de arte. Em cada oportunidade de encarnação nós produzimos a nossa obra.
    Essa obra fica gravada em nós e nos escaninhos da eternidade.
    Será a nossa produção. Não há como apagar, apenas podemos observá-la
    e nos preparar para a próxima obra.
    Qual a importância dessas obras? Elas desenham o nosso caminho evolutivo.
    Nos primórdios essas obras mostravam o homem primitivo e violento,
    que não tinha qualquer consciência moral. Com o tempo essas obras foram
    ficando mais suaves e começaram a ter mais brilho e leveza.
    Cada um de nós é responsável pela sua obra atual. Vamos então atentar para
    que cores e que tintas estamos colorindo as nossas obras.
    Com medo, raiva, rancor e mágoa marcamos a nossa obra com cores fortes
    e pinceladas mal feitas.
    Com  Amor, Caridade, Amizade, Respeito podemos enfeitar a nossa obra
    com as flores mais belas e coloridas.
    Como está a tua obra?
    Observa a ti mesmo e saberás que podes escolher  a cor do perdão,
    a flor da caridade, o desenho do Amor, a luz do entendimento
    e assim fazer a mais bela obra da tua safra.
    muita paz!

    fonte-gotas de paz mensagens

    quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

    TUA FÉ
    Emmanuel
    “E ele lhe disse: Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou; vai em paz.” — (LUCAS, CAPÍTULO 8, VERSÍCULO 48.)

    É importante observar que o Divino Mestre, após o benefício dispensado, sempre se reporta ao prodígio da fé, patrimônio sublime daqueles que O procuram.
    Diversas vezes, ouvimo-lo na expressiva afirmação: — “A tua fé te salvou.” Doentes do corpo e da alma, depois do alívio ou da cura, escutam a frase generosa. É que a vontade e a confiança do homem são poderosos fatores no desenvolvimento e iluminação da vida.
    O navegante sem rumo e que em nada confia, somente poderá atingir algum porto em virtude do jogo das forças sobre as quais se equilibra, desconhecendo, porém, de maneira absoluta, o que lhe possa ocorrer.
    O enfermo, descrente da ação de todos os remédios, é o primeiro a trabalhar contra a própria segurança. O homem que se mostra desalentado em todas as coisas, não deverá aguardar a cooperação útil de coisa alguma.
    As almas vazias embalde reclamam o quinhão de felicidade que o mundo lhes deve. As negações, em que perambulam, transformam-nas, perante a vida, em zonas de amortecimento, quais isoladores em eletricidade. Passa corrente vitalizante, mas permanecem insensíveis.
    Nos empreendimentos e necessidades de teu caminho, não te isoles nas posições negativas.
    Jesus pode tudo, teus amigos verdadeiros farão o possível por ti; contudo, nem o Mestre e nem os companheiros realizarão em sentido integral a felicidade que ambicionas, sem o concurso de tua fé, porque também tu és filho do mesmo Deus, com as mesmas possibilidades de elevação. (Emmanuel, Pão Nosso, 113, FCXavier, FEB)

    - A provação é o metro de avaliação de nossa própria fé. - André Luiz

    FÉ E PERSEVERANÇA
    Meimei
    Três rapazes suspiravam por encontrar o Senhor, a fim de fazer-lhe rogativas.
    Depois de muitas orações, eis que, certa vez, no
    campo em que trabalhavam, apareceu-lhes o carro do Senhor, guiado pelos anjos.
    Radiante de luz, o Divino Amigo desceu da carruagem e pôs-se a ouvi-los.
    Os três ajoelharam-se em lágrimas de júbilo e o primeiro implorou a Jesus o favor da riqueza. O Mestre, bondoso, determinou que um dos anjos lhe entregasse enorme tesouro em moedas, O segundo suplicou a beleza perfeita e o Celeste Benfeitor mandou que um dos servidores lhe desse um milagroso ungüento a fim de que a formosura lhe brilhasse no rosto. O terceiro exclamou com fé:
    — Senhor, eu não sei escolher... Dá-me o que for justo, segundo a tua vontade.
    O Mestre sorriu e recomendou a um dos seus anjos lhe entregasse uma grande bolsa.
    Em seguida, abençoou-os e partiu...
    O moço que recebera a bolsa abriu-a, ansioso, mas, oh! desencanto!... Ela continha simplesmente uma enorme pedra.
    Os companheiros riram-se dele, supondo-o ludibriado, mas o jovem afirmou a sua fé no Senhor, levou consigo a pedra e começou a desbastá-la, procurando, procurando...
    Depois de algum tempo, chegou ao coração do bloco endurecido e encontrou aí um soberbo diamante. Com ele adquiriu grande fortuna e com a fortuna construiu uma casa onde os doentes pudessem encontrar refúgio e alivio, em nome do Senhor.
    Vivia feliz, cuidando de seu trabalho, quando, um dia, dois enfermos bateram à porta. Não teve dificuldade em reconhecê-los. Eram os dois antigos colegas de oração, que se haviam enganado com o ouro e com a beleza, adquirindo apenas doença e cansaço, miséria e desilusão.
    Abraçaram-se, chorando de alegria e, nesse instante, o Divino Mestre apareceu entre eles e falou:
    — Bem-aventurados todos aqueles que sabem aproveitar as pedras da vida, porque a fé e a perseverança no bem são os dois grandes alicerces do Reino de Deus. (Meimei, do livro "Pai Nosso", 14, FCXavier, FEB)
    muita paz!


    quinta-feira, 24 de novembro de 2011


    O Homem Novo
    Livro: O Homem Novo
    J. Herculano Pires
      Para construir um mundo novo precisamos de um homem novo. O mundo está cheio de erros e injustiças porque é a soma dos erros e injustiças dos homens. Todos sabemos que temos de morrer, mas só nos preocupamos com o viver passageiro da Terra. Por isso, a humanidade desencarnada que nos rodeia é ainda mais sofredora e miserável que a encarnada a que pertencemos. "As filas de doentes que eu atendia na vida terrena - diz a mensagem de um espírito - continuam deste lado."
      Muita gente estranha que nas sessões espíritas se manifestem tantos espíritos sofredores. Seria de estranhar se apenas de manifestassem espíritos felizes. Basta olharmos ao nosso redor - e também para dentro de nós mesmos - para vermos de que barro é feita a criatura humana em nosso planeta.
      Fala-se muito de fraude e mistificação no Espiritismo, como se ambas não estivessem em toda parte, onde quer que exista uma criatura humana. Espíritos e médiuns que fraudam são nossos companheiros de plano evolutivo, nossas colegas de fraudes cotidianas.
      O Espiritismo está na Terra, em cumprimento à promessa evangélica de Consolador, para consolar os aflitos e oferecer a verdade aos que anseiam por ela. Sua missão é transformar o homem para que o mundo se transforme. Há muita gente querendo fazer o contrário: mudar o mundo para mudar o homem. O Espiritismo ensina que a transformação é conjunta e recíproca, mas tem que começar do homem. Enquanto o homem não melhora, o mundo não se transforma.
      Inútil, pois, apelar para modificações superficiais. Temos de insistir na mudança essencial de nós mesmos.
      O homem novo que nos dará um mundo novo é tão velho quanto os ensinos espirituais do mais remoto passado, renovados pelo Evangelho e revividos pelo Espiritismo. Sem amor não há justiça e sem verdade não escaparemos à fraude, à mistificação, à mentira, à traição. O trabalho espírita é a continuação natural e histórica do trabalho cristão que modificou o mundo antigo. Nossa luta é o bom combate do apóstolo Paulo: despertar as consciências e libertar o homem do egoísmo, da vaidade e da ganância.
      "Os anos não nos dão experiência nem sabedora - dizia o vagabundo de Knut Hamsun - mas nos deixam os cabelos horrorosamente grisalhos." É o que vemos no final desse poema bucólico da Noruega que é "Um Vagabundo Toca na Surdina". Knut Hamsun era individualista e sobretudo um lírico do individualismo. Mas o homem que se abre para o altruísmo sabe que as verdades do indivíduo são geralmente moedas falsas, de circulação restrita. A verdade maior - ou verdadeira - é a que nasce do contexto social, da usina das relações, onde o indivíduo se forma pelo contato com os outros.
      Os anos não trazem apenas os cabelos brancos - trazem também a experiência, mestra da vida, e com ela a sabedoria. É no dia a dia da existência que o homem vai modelando aos poucos a sua própria argila, o barro plástico de que Deus formou o seu corpo na Terra. Cada idade, afirmou Léon Denis, tem o seu próprio encanto, a sua própria beleza. É belo ser jovem e temerário, mas talvez seja mais belo ser velho e prudente, iluminado por uma visão da vida que não se fecha no círculo estreito das paixões ilusórias. O homem amadurece com o passar dos anos.
      A vida tem as suas estações, já diziam os romanos. À semelhança do ano, ela se divide nas quatro estações da existência que são: a primavera da infância e da adolescência, o verão da mocidade e outono da madureza e o inverno da velhice. Mas também à semelhança dos anos, as vidas se encadeiam no processo da existência, de maneira que as estações se renovam em cada encarnação.
      Viver, para o individualismo, é atravessar os anos de uma existência. Mas viver, para o altruísta, é atravessar as existências palingenésicas, as vidas sucessivas, em direção à sabedoria. O branquear dos cabelos não é mais do que o início das nevadas do inverno. Mas após cada inverno voltará de novo a primavera.
      A importância dos anos é, portanto, a mesma das léguas numa caminhada em direção ao futuro. Cada novo ano que surge é para nós, os caminheiros da evolução, uma nova oportunidade de progresso que se abre no horizonte. Entremos no ano novo com a decisão de aproveitá-lo em todos os seus recursos. Não desprezemos a riqueza dos seus minutos, das suas horas, dos seus dias, dos seus meses.
      Cada um desses fragmentos do ano constitui uma parte da herança de Deus que nos caberá no futuro.

      Muita Paz

      quarta-feira, 2 de novembro de 2011

      Nossos Sentimentos e Deus

      Nossos Sentimentos e Deus

      Postada em sábado, 28 de maio de 2011.
      Nossos sentimentos são como a chuva, em algum momento desenvolvemos
      em nós sentimentos como se fossem tempestades com raios
      e trovoadas e muitas vezes até granizos, porque nos afastamos de Deus,
      esquecemos que ele está presente em nós.
      Esquecendo de Deus geramos em nós muitas tempestades,
      porque cultivamos em nossos corações muitas nuvens carregadas,
      cinzas, pesadas que a qualquer momento podem desabar sobre nós.
      Muitas vezes não entendemos o recado e continuamos a formar
      estas tempestades em nossos corações, às vezes por orgulho
      e pelo egoísmo de não nos redimirmos de nossas próprias faltas,
      estamos sempre esperando que o outro venha nos trazer o sol,
      sendo que nós mesmos devemos fazer de nossos
      sentimentos todos os dias, um dia de sol.
      Preserve Deus em seu coração, independente de suas dificuldades,
      continue confiando em sua providência que é divina,
      construa você esta aproximação com Deus através de bons sentimentos,
      através da doação sem intenção, através da alegria de ter a vida
      como aprendizado diário e principalmente através da prece.
      A modificação de seus sentimentos só depende de você,
      e se você quiser continuar fazendo de sua vida uma tempestade,
      a escolha é sua, mas se quiser dias ensolarados busque a modificação
      de seus sentimentos para o bem.
      Utilize-se mais do Amor que você tem dentro do seu coração
      e tenha a certeza de que se der Amor, receberá Amor seja em qualquer
      tempo, mesmo diante das tempestades, quando esta passar,
      verá a brisa que vai soprar em sua vida, desde que você tenha
      o Amor incondicional para dar a você e aqueles que lhe acompanham.
      Volte-se hoje para Deus, comunique a ele a sua volta,
      com certeza ele te receberá de braços abertos
      e dará a você muita paz em seu coração.

      muita paz! 
      (fonte:gotas de paz,msgs)